O prêmio da Mega Sena
corresponde a 43,79% da arrecadação. Dessa parte, 40% são distribuídos entre os
acertadores dos 6 números sorteados (Sena); 13% entre os acertadores da Quina;
15% entre os acertadores da Quadra; 22% ficam acumulados; e 10% para Mega da
Virada.
Entendemos que essa
premiação poderia contribuir para melhorar a distribuição de renda no Brasil se
ampliar a quantidade de beneficiários, de forma proporcional aos números
acertados.
Sugerimos que o percentual
de 68%, rateado na forma atual, passe a ser distribuído da seguinte forma: 50%
entre os acertadores da sena; 19% entre os que acertam a quina; 14% para os que
acertam a quadra; 8% entre os acertadores de 3 números; 6% entre os que acertam
2 números; e 3% para quem acertar 1 número.
A mesma lógica deveria ser
aplicada a todas as modalidades de loterias geridas pela Caixa, com os ajustes
necessários a cada especificidade.
Desa forma, será mais
democrático e aumentará o número de apostadores diante da perspectiva de ganhar
algum valor, mesmo acertando apenas uma dezena no sorteio.
No
formato atual, na última Mega da Virada, cada um dos 6 acertadores na sena
receberam R$ 181.892.881,09; os 3.921 na quina R$ 11.931,42 e os 308.315 na
quadra R$ 216,76.
Com
a proposta, o valor destinado a cada um desses grupos de ganhadores,
respectivamente, seria R$ 100.414.228,65; R$ 58.389,30 e R$ 547,15, ou seja,
apenas o grupo daqueles que acertaram os seis números ganhariam um valor menor,
porém ainda muito representativo, enquanto os outros dois grupos teriam um
ganho acentuado.
Na
hipótese de 800.000 acertassem 3 números, cada um receberia R$ 120,50; se
1.500.000 pessoas cravassem apenas 2 dezenas, cada um ganharia R$ 48,20; e se 3
milhões de apostadores só conseguisse acertar 1 número, cada um deles receberia
R$ 12,05. Ou seja, esses pequenos valores ajudariam bastante.
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