28 de dez. de 2025

“O CONTO DA AIA

 

“O CONTO DA AIA, de Margaret Atwood, retrata um futuro próximo em que os Estados Unidos foram transformados na República de Gilead, um regime totalitário teocrático criado após uma grave crise ambiental e de fertilidade.

Nesse sistema, a sociedade é rigidamente hierarquizada e as mulheres perdem todos os direitos civis: não podem trabalhar, estudar, possuir bens ou decidir sobre seus próprios corpos.

As chamadas “AIAS” são mulheres férteis obrigadas a gerar filhos para casais da elite governante. Elas vivem sob vigilância constante e são submetidas a rituais de estupro institucionalizados, justificados como dever religioso.

A protagonista narra sua rotina, suas memórias do passado e seus pensamentos íntimos, misturando lembranças pessoais com a descrição fria da opressão cotidiana, o que dá ao livro um tom que oscila entre romance e relato de sobrevivência.

A mensagem central de Atwood é um alerta: regimes autoritários não surgem de repente, mas se instalam pouco a pouco, quando a sociedade aceita a perda de direitos em nome da ordem, da segurança ou da moral.

O livro mostra como o fanatismo religioso, o controle político e a indiferença coletiva podem destruir liberdades básicas, especialmente das mulheres.

Ao exagerar tendências reais da história e do presente, a autora convida o leitor a reconhecer os sinais do autoritarismo antes que seja tarde.”

(Chat GPT)

13 de dez. de 2025

DOMINIONISMO: UM RISCO SILENCIOSO À DEMOCRACIA BRASILEIRA

 

DOMINIONISMO: UM RISCO SILENCIOSO À DEMOCRACIA BRASILEIRA

 

Um conceito pouco conhecido do grande público passou a influenciar a política no Brasil: o dominionismo.

 

Trata-se de corrente ideológica de origem religiosa que defende que grupos cristãos devem “dominar” ou controlar áreas centrais da sociedade — como política, educação, justiça, mídia e cultura — para impor valores bíblicos ao conjunto da população.

 

O problema não é a fé, nem a participação legítima de religiosos na vida pública. O risco surge quando uma crença específica busca se transformar em projeto de poder, enfraquecendo a democracia, o Estado laico e o direito de cada cidadão pensar e viver de forma diferente.

 

O dominionismo nasceu nos Estados Unidos e ganhou força em setores evangélicos conservadores. No Brasil, encontrou terreno fértil com o crescimento político de lideranças religiosas que misturam discurso espiritual com estratégia eleitoral. A linguagem costuma ser simples, emocional e moralizante: fala-se em “guerra espiritual”, “salvar a nação”, “restaurar valores”, enquanto se atacam direitos civis, a ciência, a educação plural e as instituições democráticas.

 

Na prática, essa ideologia atua por meio da ocupação de cargos públicos, pressão sobre o Congresso, uso de igrejas como palanques eleitorais e disseminação de medo e desinformação. O objetivo é substituir o diálogo democrático por uma visão única de mundo, onde quem discorda é tratado como inimigo de Deus, da família ou da pátria.

 

Com as eleições de 2026 se aproximando, o alerta ao enorme perigo é urgente!

 

O dominionismo não se apresenta de forma explícita. Ele se esconde em discursos de “bons costumes”, “autoridade divina” e “ordem moral”, mas seus efeitos podem ser graves: exclusão de minorias, restrição de liberdades, enfraquecimento da Constituição e risco de autoritarismo.

 

Defender a democracia não é ser contra a religião. É proteger o direito de todos — religiosos ou não — viverem sob leis justas, iguais e laicas. Vigilância, informação e voto consciente são hoje as melhores defesas contra projetos que ameaçam transformar a fé em instrumento de dominação política.

 

Edivan Batista Carvalho

Fortaleza (CE)

Com subsídios obtidos no chat-gpt

 

 

 


 

Subsídios e referências:

 

DOMINIONISMO

 

O que é e de onde vem

Dominionismo (ou dominion theology) é um conjunto de correntes religiosas e políticas que defendem que cristãos devem exercer influência —por vezes controle— sobre as principais esferas da sociedade (família, educação, mídia, política, economia, artes e religião) para instaurar valores bíblicos na vida pública. Tem raízes em movimentos norte-americanos do século XX, especialmente em correntes como o Christian Reconstructionism e versões carismáticas chamadas Kingdom Now ou New Apostolic Reformation. (Wikipedia)

 

Objetivos e motivação

O objetivo central é transformar a sociedade segundo uma leitura literal ou política da Bíblia: fortalecer leis e instituições que reflitam esses valores e reduzir a separação entre Estado laico e religião. Para alguns ramos (mais "duros") há também a defesa explícita de leis inspiradas no Antigo Testamento (theonomy); para ramos mais "brandos" o foco é na influência cultural e eleitoral. (politicalresearch.org)

 

Como atua na prática

As práticas incluem: formação de redes políticas e empresariais, ação direta em partidos e parlamentos, mobilização eleitoral de igrejas, criação de think tanks e mídia afim, pressão por políticas públicas (educação, família, censura moral), e ocupação de cargos públicos com aliados. Em contextos carismáticos há ainda uma linguagem espiritualizada —guerra espiritual, domínio das “sete esferas”— que mistura retórica religiosa, estratégias organizacionais e ativismo político. (politicalresearch.org)

 

Exemplos & presença no Brasil e no mundo

No mundo, o fenômeno é mais estudado nos EUA, onde influenciou parte do movimento da Direita religiosa. No Brasil, acadêmicos identificam variantes do dominionismo vinculadas a setores evangélicos que cresceram nos últimos anos e que estabeleceram alianças políticas com governos e partidos conservadores, influenciando agendas sobre educação, direitos civis e políticas públicas. Esse alinhamento é discutido em estudos sobre a emergência do conservadorismo evangélico na política brasileira. (SciELO Brasil)

 

Linguagem e abordagem

A linguagem dominionista costuma ser afirmativa e moral: apela à restauração de uma ordem “natural” ou “bíblica”, usa termos como “guerra espiritual”, “reconstrução” ou “domínio” e valoriza líderes carismáticos. Politicamente, alterna entre estratégia institucional (lobby, eleições) e mobilização de base (cultos, mídias sociais, pastoralismo político). (Wikipedia)

 

Riscos e críticas

Críticos apontam riscos à democracia —erosão da laicidade do Estado, exclusão de minorias religiosas e direitos civis, limitação de pluralismo e potencial de intolerância— além de debates sobre interpretação teológica. Há também preocupações sobre a mistura entre poder econômico, religioso e político e, em casos extremos, ligações a práticas autoritárias ou violência. Acadêmicos e organizações alertam para a necessidade de vigilância democrática sem estigmatizar crentes individualmente. (Oxford Research Encyclopedia)

 

Leituras complementares

  • Garrard, V. (2020). Hidden in Plain Sight: Dominion Theology, Spiritual Warfare and the Making of the Christian Right. Religions (artigo acadêmico). (MDPI)
  • Burity, J. (2021). “The Brazilian Conservative Wave…” (artigo no Scielo sobre o papel evangélico na política). (SciELO Brasil)
  • Oxford Research / Oxford Reference — verbete Christian Dominionism (síntese confiável). (Oxford Research Encyclopedia)
  • OUP / capítulos sobre Christian Reconstructionism (contexto teológico e histórico). (OUP Academic)
  • Artigos acadêmicos e ensaios de revistas brasileiras: PUC-SP, PUCRS (análises sobre “teologia do domínio” no Brasil). (Revistas PUC-SP)
  • Wikipedia — artigo “Dominion theology” (boa visão geral e referências). (Wikipedia)
  • Political Research / “Dominionism Rising” (análise política e exemplos de ativismo). (politicalresearch.org)
  • MDPI — artigo acadêmico sobre o fenômeno e suas implicações. (MDPI)
  • Scielo/Papers acadêmicos sobre evangélicos e política no Brasil. (SciELO Brasil)
  • Estudos e relatórios universitários (PUC, PUCRS) que discutem o conceito no contexto brasileiro. (Revistas PUC-SP)

 

 

 

16 de set. de 2025

BOLETIM FOCUS

O Banco Central consulta, semanalmente, diversas instituições sobre as expectativas do "mercado" e, a cada semana, a "Selic" elevadíssima beneficia rentistas e faz crescer exponencialmente a dívida pública, mas sem investimento produtivo (infraestrutura, geração de renda, tributos, PIB etc).


Dessa forma, é urgente revisar a metodologia do "Boletim Focus" e dar transparência aos processos de pesquisa, tabulação, análise e divulgação, deixando explícito que a síntese do Focus é a perspectiva de instituições consultadas ou posicionamento do BACEN.

Enquanto isso, o Projeto de Resolução do Senado (PRS) nº 8, de 2025, pretende fixar limite global para o montante da dívida consolidada da União, conforme preceitua o artigo 52, inciso VI, da Constituição Federal.

4 de set. de 2025

Starlink

 

Por meio do ACÓRDÃO Nº 91, DE 08 -04-2025 (Processo 53500.114602/2023-73), a Anatel aprovou a ampliação da operação da STARLINK BRAZIL HOLDING LTDA, CNPJ nº 39.523.686/0001-30, até 2027.

 O Direito de Exploração vigente contempla 4.408 satélites. Com a decisão, a Starlink pode acrescentar mais 7.500 novos satélites para operar no Brasil.

Será que o judiciário conseguirá suspender o acesso a redes sociais e plataformas, como aconteceu com o "X"/Twitter ??????


22 de ago. de 2025

TOLERÂNCIA

 Atribui-se a Evelyn Beatrice Hall, interpretando o pensamento de Voltaire (François-Marie Arouet), com influência posterior de Karl Popper, a recomendação de que "devemos reservar, em nome da tolerância, o direito de não tolerar o intolerante, e exigir que qualquer movimento que pregue a intolerância fique à margem da lei e qualquer incitação à intolerância seja considerada criminosa”.

 

Nesse sentido, MAS SEM CENSURA PRÉVIA, TV, rádio, portais e imprensa em geral (sérios, comprometidos com os fatos), não deveriam dar relevância, holofote, palco e muito espaço para traidores da pátria, golpistas, entreguistas, fascistas, autoritários, ditadores, tiranos, promotores de ódio, ignóbeis, biltres, cretinos, basculhos, charlatões, embusteiros, trapaceiros, farsantes, bucaneiros, chantagistas, delinquentes, sociopatas, covardes, negacionistas, inelegíveis e similares!

 

Parece desnecessário, mas relembramos:

 

1. Traidores da pátria

Pessoas que agem contra os interesses e a soberania do próprio país, favorecendo forças ou potências externas ou buscando destruir o Estado de Direito.

 

2. Golpistas

Indivíduos ou grupos que tentam derrubar, modificar ou usurpar o governo de forma ilegal, geralmente por meio de golpe de Estado ou conspiração.

 

3. Entreguistas

Aqueles que, por interesse próprio ou ideologia, cedem o controle de recursos estratégicos, empresas ou decisões nacionais a potências estrangeiras, em detrimento dos interesses do país.

 

4. Fascistas

Adeptos ou defensores do fascismo — ideologia autoritária, ultranacionalista, antidemocrática, centralizadora e, em geral, violenta contra opositores e minorias.

 

5. Autoritários

Pessoas que defendem ou exercem poder de forma concentrada, impondo decisões sem participação ou respeito às liberdades individuais e institucionais.

 

6. Ditadores

Governantes que concentram poder absoluto, sem limites constitucionais efetivos, governando por decreto e frequentemente reprimindo oposição e direitos civis.

 

7. Tiranos

Líderes ou autoridades que exercem poder de forma opressora e cruel, abusando de sua posição para prejudicar ou subjugar a população.

 

8. Promotores de ódio

Aqueles que incentivam ou propagam hostilidade, preconceito e violência contra pessoas ou grupos, fomentando divisões sociais.

 

9. Ignóbeis

Indivíduos moralmente baixos, vis, indignos, sem princípios éticos.

 

10. Biltres

Pessoas desonestas, vis e indignas de confiança; termo mais usado em tom literário ou erudito.

 

11. Cretinos

No uso coloquial, pessoas tolas, desprezíveis ou de conduta reprovável; no uso histórico, também ligado a doença (cretinismo), mas atualmente empregado como insulto.

 

12. Basculhos

Gíria/regionalismo (principalmente no Nordeste e no Rio de Janeiro) para “lixo” ou “resto” — usada para designar alguém como desprezível ou sem valor moral.

 

13. Charlatões

Aqueles que fingem ter conhecimentos, habilidades ou poderes especiais para enganar e obter vantagens pessoais.

 

14. Embusteiros

Pessoas que enganam deliberadamente, inventando ou distorcendo informações para manipular os outros.

 

15. Trapaceiros

Quem recorre a fraudes, artifícios ou desonestidade para obter vantagem indevida.

 

16. Farsantes

Indivíduos que se passam por algo que não são, sustentando uma imagem ou papel falso para enganar.

 

17. Bucaneiros

Historicamente, piratas ou saqueadores; no uso figurado, exploradores oportunistas que se aproveitam de situações para obter lucro indevido.

 

18. Chantagistas

Quem ameaça revelar informações ou causar dano a alguém para obter dinheiro, favores ou vantagens.

 

19. Delinquentes

Pessoas que cometem crimes ou atos ilícitos, violando leis penais.

 

20. Sociopatas

Indivíduos com transtorno de personalidade antissocial, caracterizados por desprezo às leis e normas, impulsividade, manipulação e ausência de empatia.

 

21. Covardes

Pessoas que agem com medo excessivo ou evitam enfrentar situações difíceis, muitas vezes fugindo de responsabilidades ou abandonando aliados.

 

22. Negacionistas

Aqueles que rejeitam ou negam fatos comprovados por evidências, como dados científicos ou históricos, por ideologia, interesse ou crença pessoal.

 

23. Inelegíveis

Pessoas legalmente impedidas de concorrer a cargos eletivos, seja por condenações, inelegibilidade prevista em lei ou falta de requisitos constitucionais.

 


5 de jul. de 2025

VAMOS CORTAR GASTOS ?

 

VAMOS CORTAR GASTOS ?

 

A resposta lógica, rápida e provavelmente consensual é: sim. Se a pergunta seguinte for “quando?”, a conhecida metáfora ajuda a responder: “Custo é como unha, precisa ser cortado com frequência.” O problema reside no “onde cortar?”, pois ninguém apresenta propostas concretas para redução de despesas. Assim, segue nossa pequena contribuição cidadã, objetiva e propositiva ao debate sobre o equilíbrio fiscal do Brasil.

 

Para aprimorar o controle dos programas sociais e corrigir possíveis irregularidades, seria necessário cruzar os CPFs dos beneficiários do Bolsa Família e BPC com as chaves PIX que movimentem quantias superiores a R$ 5 mil por mês.

 

Também é urgente avaliar com critérios claros a eficácia e o custo-benefício de desonerações, incentivos, subsídios e isenções fiscais. A observância das regras, a geração líquida de empregos e o retorno social devem ser efetivos e comprovados para a manutenção desses benefícios. A redução anual de 10% no volume global dessas renúncias já representaria importante alívio fiscal.

 

No Executivo, outras medidas eficazes podem ser implementadas. É recomendável, por exemplo, reduzir o número de servidores no Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), hoje com 1.007 lotados, dos quais 1.003 são militares, para um contingente máximo de 100. É igualmente necessário revisar a dotação de pessoal em ministérios e outros órgãos federais, eliminando sobreposições, excessos e carências. Viagens de servidores devem ser evitadas, com prioridade a reuniões virtuais. O uso de aviões da FAB deve ser racionalizado, com redução de ao menos 50% nas viagens ministeriais e otimização de agendas com múltiplas autoridades por deslocamento.

 

No Legislativo, é preciso corresponsabilidade fiscal. Para tal, sugerimos algumas medidas: redução de 50% nas verbas e auxílios parlamentares, inclusive de gabinete; diminuição anual de 10% no montante das emendas parlamentares; corte de 50% nos recursos destinados aos fundos Partidário e Eleitoral; extinção da chamada “morte ficta” nas Forças Armadas, que gera distorções e despesas indevidas; alteração do artigo 19 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC nº 101/2000) para limitar a despesa total com pessoal aos seguintes percentuais da Receita Corrente Líquida: União, 30%; Estados, 40%; Municípios, 50%. Além disso, é indispensável proibir o uso de recursos públicos para propaganda nos três níveis de governo e estabelecer teto de 10% do PIB para despesas com amortizações e juros da dívida pública.

 

No Judiciário, gesto simbólico e coerente com a realidade do país seria a redução do recesso anual de juízes, promotores e serventuários, para 30 dias, como as férias para qualquer trabalhador.

 

Essas medidas podem contribuir para melhorar a situação fiscal do país sem necessidade de aumentar impostos. Contudo, para alcançar justiça tributária, é indispensável enfrentar a regressividade do sistema atual. A maioria dos brasileiros paga proporcionalmente muito, enquanto uma pequena minoria privilegiada contribui pouco — ou quase nada.

 

É necessário, portanto, alterar a Lei nº 9.249/1995 para permitir a tributação de lucros mensais acima de R$ 50 mil, dividendos, remessas ao exterior e ganhos com especulação sobre títulos da dívida pública. Também é urgente corrigir a absurda evasão gerada pela isenção de IPVA para helicópteros, lanchas, iates e jatinhos — veículos que devem ser tributados da mesma forma que automóveis e motocicletas.

 

Por fim, é essencial regulamentar o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), como previsto no art. 153, inciso VII, da Constituição Federal, cuja omissão motivou a ADO 31 no Supremo Tribunal Federal.

 

Falta bom senso, consciência, transparência, coragem, vontade política e compromisso com a responsabilidade fiscal e social. É preciso um ajuste duradouro, com redução de privilégios e distribuição mais justa do custo de funcionamento do Estado.

 

Por um entendimento democrático, honesto e claro — mas sem corda no pescoço de ninguém!

 

Edivan Batista Carvalho

Especialista em Análise Econômico-Financeira, Crédito e Planejamento

Fortaleza (CE)

📧 edivanbatista@yahoo.com.br


26 de jun. de 2025

CORTE DE GASTOS

 

1)    Reduzir, anualmente, 5% do total de desonerações, benefícios, incentivos e isenções fiscais (R$860bi em 2025) e não renovar nem prorrogar essas elisões até zerar o valor atual em 20 anos. Estabelecer regras e parâmetros para novos incentivos fiscais necessários;


2)    Reduzir a quantidade de servidores do GSI/PR, atualmente 1.007 (sendo 1.003 militares), para, no máximo, uma centena. Revisar a dotação de pessoal em todas as áreas para identificar áreas de sombreamento, excessos e carência, para promover ajustes;

3)    Cruzar o CPF de beneficiários do Bolsa Família e BPC com as Chaves PIX que movimentam R$5mil mensal para verificar possíveis irregularidades e cancelar benefícios indevidos;

4)    Reduzir a quantidade de viagens de servidores federais e utilizar ao máximo ferramentas que permitem reuniões virtuais;

5)    Reduzir pela metade a quantidade de viagens de Ministros em aviões da FAB e otimizar deslocamentos com pelo menos 2 autoridades;

6)    Reduzir em 50% todas as verbas e auxílios a parlamentares federais e respectivos gabinetes;

7)    Reduzir, anualmente, 5% do total das emendas parlamentares (R$60bi em 2025), durante 5 (cinco) anos;

8)    Reduzir em 50% o volume dos recursos destinados aos Fundos Partidário e Eleitoral;

9)    Extinguir o uso de “morte ficta” pelas Forças Armadas;

10)    Alterar o Art. 19 da Lei Complementar nº 101, de 04-05-2000, para que a despesa total com pessoal não exceda os seguintes percentuais da receita corrente líquida: União 30%,
Estados 40%,
Municípios 50%;

11)    Abolir quaisquer propagandas e publicidades governamentais, nos três níveis (federal, estadual e municipal), pagas com recursos públicos;

12)    Abolir recessos por 2 meses para juízes, promotores e serventuários, os quais devem ter férias de 30 dias anuais, não coletivas, conforme escalas;

13)    Estabelecer o limite de 5% do PIB para amortização e juros da dívida pública.

18 de jun. de 2025

ZELADORIA E RESPEITO

 

 

Para o cidadão, não há dúvida de que é obrigação do poder público municipal cuidar da cidade. Isso inclui atenção básica à saúde, creche, ensino fundamental, limpeza, transporte e ordenamento urbano, entre outros serviços essenciais.

 

Planejamento deve ser base para uma gestão voltada ao interesse coletivo, orientada por princípios como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência, eficácia, efetividade, descentralização, participação popular e transparência.

 

Para isso, é indispensável que a gestão municipal conte com uma equipe técnica competente comprometida com o interesse público (e não formada apenas por indicações políticas). Essa equipe precisa atuar de forma integrada e com foco em planejamento e execução eficaz, buscando cumprir o programa apresentado na campanha eleitoral.

 

É igualmente fundamental que o gestor municipal mantenha canal de comunicação efetivo com a sociedade e disponha de sistema de comunicação interna dinâmico, estruturado, de via dupla e proativo, pois “não é possível administrar sem comunicação”.

 

Entretanto, questões prioritárias para a população parecem ignoradas por prefeitos, secretários, assessores, servidores públicos e, sobretudo, por vereadores, cuja função primordial é fiscalizar o Executivo.

 

E é incompreensível o empenho e o enorme volume de recursos financeiros envolvidos em campanhas eleitorais municipais.

 

Em Fortaleza, o sentimento de indignação cresce diante do descaso e abandono da cidade e de seu povo. Faltam ações concretas, ágeis e eficazes nos cuidados básicos e na fiscalização, o que poderia ser feito com a estrutura já existente – muitas vezes omissa, conivente, negligente, inoperante.

 

A coleta seletiva de recicláveis, estruturada na gestão anterior, foi descontinuada em 2025. A plataforma (https://www.reciclofortaleza.com.br/) de coleta porta a porta deixou de funcionar. É urgente a reativação e ampliar a área de atuação.

 

Automóveis e motocicletas com escapamento adulterado e ou som excessivamente alto circulam impunemente, gerando poluição sonora e ambiental, prejudicial ao descanso, sono, repouso e à saúde da população, principalmente após as 22 horas, afetando idosos, crianças e autistas. É necessário fiscalizar com rigor, diuturnamente, aplicar multas, prender arruaceiros, reter CNH e recolher veículos (Código de Trânsito Brasileiro, artigo 230-VII e XI).

 

Tampas de esgoto e abastecimento d’água desniveladas por obras de recapeamento, ações da CAGECE e ou negligência, formam enormes buracos perigosos, deixando vias em desnível em relação às calçadas. A fiscalização proativa precisa impedir essa falha recorrente.

 

Há grande quantidade de imóveis sem uso e a Prefeitura não cobra IPTU PROGRESSIVO nem adota outras medidas previstas na Constituição Federal (Art. 182) e Lei 10.257, de 10.07.2001 (artigos 5º, 7º, 8º, 47), podendo contemplar utilização compulsória e desapropriação.

 

Em muitas ruas estreitas, a Prefeitura permite estacionamento ocasionando mais engarrafamento. Em outras, carros ficam parados nos dois lados da rua. Ninguém conhece a AMC.

 

Persistem ligações clandestinas de esgoto (de conhecimento do poder público há décadas), principalmente na área mais rica à beira-mar, em desacordo com os Artigos 6º e 11 do Decreto Federal nº 7.217, de 21.06.2010, e a Resolução 02, de 20.11.2006, da Agência Reguladora de Fortaleza – ARFOR. É preciso mapear essas irregularidades, sem aviso prévio, aplicar multas e regularizar imediatamente.

 

Cães soltos em praças e no calçadão da beira-mar, sem guia, focinheira ou coleira, representam risco à segurança de idosos, crianças e pessoas com deficiência. Muitas vezes, os condutores nem sequer têm força para controlá-los. A Lei Municipal Complementar n° 270, de 02-08-2019, Artigos 136-II-“b”, 670, 671 e do 890 ao 893, proíbe essa prática, mas Agentes da AGEFIS, Guarda Municipal e Policiais ignoram a infração, presenciam diariamente essas anomalias e nada fazem. Omissão inaceitável!

 

Cães de raças perigosas, como pitt-bull, circulam em locais públicos sem os equipamentos obrigatórios (guia, enforcador, focinheira e regularidade da situação vacinal do animal) e em desacordo com os Artigos 1º e 3º da Lei Estadual nº 13.572, de 06-01-2005, e 1º e 3º da Lei Estadual nº 17.510, de 31-05-2021. É papel da Prefeitura fiscalizar e aplicar as penalidades cabíveis. A Polícia também deve agir com firmeza.

 

É frequente o descarte ilegal de resíduos sólidos, entulhos, móveis e podas em vias públicas. Embora os consumidores sejam responsáveis por acondicionar corretamente seus resíduos, a gestão integrada é responsabilidade dos municípios (Lei 12.305, de 02.08.2010, e Decreto 7.404, de 23.12.2010). A população exige providências imediatas e eficazes. O Ministério Público precisa atuar com urgência e firmeza.

 

Vêm crescendo casos de sinistros estruturais em prédios antigos e outros nem tanto. É obrigatória a apresentação do Certificado de Inspeção Predial (CIP), previsto no Decreto Municipal nº 13.616, de 23-06-2015, e Lei Municipal nº 9.913, de 16-07-2012, como medida preventiva a tragédias.

 

A propósito, vale relembrar o alerta do sociólogo Herbert José de Souza, o Betinho:

”Tudo que acontece no mundo, seja no meu país, na minha cidade ou no meu bairro, acontece comigo. Então, eu preciso participar das decisões que interferem na minha vida. Um cidadão, com um sentimento ético forte e consciência de Cidadania, não deixa passar nada, não abre mão desse poder de participação”.

 

Que esta indignação coletiva chegue às autoridades.

 

Que respeitem a cidade e a cidadania!

 

EDIVAN BATISTA CARVALHO

Rua Pinto Madeira, centro

Especialista em Análise Econômico-Financeira, Crédito e Planejamento.