28 de dez. de 2025

“O CONTO DA AIA

 

“O CONTO DA AIA, de Margaret Atwood, retrata um futuro próximo em que os Estados Unidos foram transformados na República de Gilead, um regime totalitário teocrático criado após uma grave crise ambiental e de fertilidade.

Nesse sistema, a sociedade é rigidamente hierarquizada e as mulheres perdem todos os direitos civis: não podem trabalhar, estudar, possuir bens ou decidir sobre seus próprios corpos.

As chamadas “AIAS” são mulheres férteis obrigadas a gerar filhos para casais da elite governante. Elas vivem sob vigilância constante e são submetidas a rituais de estupro institucionalizados, justificados como dever religioso.

A protagonista narra sua rotina, suas memórias do passado e seus pensamentos íntimos, misturando lembranças pessoais com a descrição fria da opressão cotidiana, o que dá ao livro um tom que oscila entre romance e relato de sobrevivência.

A mensagem central de Atwood é um alerta: regimes autoritários não surgem de repente, mas se instalam pouco a pouco, quando a sociedade aceita a perda de direitos em nome da ordem, da segurança ou da moral.

O livro mostra como o fanatismo religioso, o controle político e a indiferença coletiva podem destruir liberdades básicas, especialmente das mulheres.

Ao exagerar tendências reais da história e do presente, a autora convida o leitor a reconhecer os sinais do autoritarismo antes que seja tarde.”

(Chat GPT)

13 de dez. de 2025

DOMINIONISMO: UM RISCO SILENCIOSO À DEMOCRACIA BRASILEIRA

 

DOMINIONISMO: UM RISCO SILENCIOSO À DEMOCRACIA BRASILEIRA

 

Um conceito pouco conhecido do grande público passou a influenciar a política no Brasil: o dominionismo.

 

Trata-se de corrente ideológica de origem religiosa que defende que grupos cristãos devem “dominar” ou controlar áreas centrais da sociedade — como política, educação, justiça, mídia e cultura — para impor valores bíblicos ao conjunto da população.

 

O problema não é a fé, nem a participação legítima de religiosos na vida pública. O risco surge quando uma crença específica busca se transformar em projeto de poder, enfraquecendo a democracia, o Estado laico e o direito de cada cidadão pensar e viver de forma diferente.

 

O dominionismo nasceu nos Estados Unidos e ganhou força em setores evangélicos conservadores. No Brasil, encontrou terreno fértil com o crescimento político de lideranças religiosas que misturam discurso espiritual com estratégia eleitoral. A linguagem costuma ser simples, emocional e moralizante: fala-se em “guerra espiritual”, “salvar a nação”, “restaurar valores”, enquanto se atacam direitos civis, a ciência, a educação plural e as instituições democráticas.

 

Na prática, essa ideologia atua por meio da ocupação de cargos públicos, pressão sobre o Congresso, uso de igrejas como palanques eleitorais e disseminação de medo e desinformação. O objetivo é substituir o diálogo democrático por uma visão única de mundo, onde quem discorda é tratado como inimigo de Deus, da família ou da pátria.

 

Com as eleições de 2026 se aproximando, o alerta ao enorme perigo é urgente!

 

O dominionismo não se apresenta de forma explícita. Ele se esconde em discursos de “bons costumes”, “autoridade divina” e “ordem moral”, mas seus efeitos podem ser graves: exclusão de minorias, restrição de liberdades, enfraquecimento da Constituição e risco de autoritarismo.

 

Defender a democracia não é ser contra a religião. É proteger o direito de todos — religiosos ou não — viverem sob leis justas, iguais e laicas. Vigilância, informação e voto consciente são hoje as melhores defesas contra projetos que ameaçam transformar a fé em instrumento de dominação política.

 

Edivan Batista Carvalho

Fortaleza (CE)

Com subsídios obtidos no chat-gpt

 

 

 


 

Subsídios e referências:

 

DOMINIONISMO

 

O que é e de onde vem

Dominionismo (ou dominion theology) é um conjunto de correntes religiosas e políticas que defendem que cristãos devem exercer influência —por vezes controle— sobre as principais esferas da sociedade (família, educação, mídia, política, economia, artes e religião) para instaurar valores bíblicos na vida pública. Tem raízes em movimentos norte-americanos do século XX, especialmente em correntes como o Christian Reconstructionism e versões carismáticas chamadas Kingdom Now ou New Apostolic Reformation. (Wikipedia)

 

Objetivos e motivação

O objetivo central é transformar a sociedade segundo uma leitura literal ou política da Bíblia: fortalecer leis e instituições que reflitam esses valores e reduzir a separação entre Estado laico e religião. Para alguns ramos (mais "duros") há também a defesa explícita de leis inspiradas no Antigo Testamento (theonomy); para ramos mais "brandos" o foco é na influência cultural e eleitoral. (politicalresearch.org)

 

Como atua na prática

As práticas incluem: formação de redes políticas e empresariais, ação direta em partidos e parlamentos, mobilização eleitoral de igrejas, criação de think tanks e mídia afim, pressão por políticas públicas (educação, família, censura moral), e ocupação de cargos públicos com aliados. Em contextos carismáticos há ainda uma linguagem espiritualizada —guerra espiritual, domínio das “sete esferas”— que mistura retórica religiosa, estratégias organizacionais e ativismo político. (politicalresearch.org)

 

Exemplos & presença no Brasil e no mundo

No mundo, o fenômeno é mais estudado nos EUA, onde influenciou parte do movimento da Direita religiosa. No Brasil, acadêmicos identificam variantes do dominionismo vinculadas a setores evangélicos que cresceram nos últimos anos e que estabeleceram alianças políticas com governos e partidos conservadores, influenciando agendas sobre educação, direitos civis e políticas públicas. Esse alinhamento é discutido em estudos sobre a emergência do conservadorismo evangélico na política brasileira. (SciELO Brasil)

 

Linguagem e abordagem

A linguagem dominionista costuma ser afirmativa e moral: apela à restauração de uma ordem “natural” ou “bíblica”, usa termos como “guerra espiritual”, “reconstrução” ou “domínio” e valoriza líderes carismáticos. Politicamente, alterna entre estratégia institucional (lobby, eleições) e mobilização de base (cultos, mídias sociais, pastoralismo político). (Wikipedia)

 

Riscos e críticas

Críticos apontam riscos à democracia —erosão da laicidade do Estado, exclusão de minorias religiosas e direitos civis, limitação de pluralismo e potencial de intolerância— além de debates sobre interpretação teológica. Há também preocupações sobre a mistura entre poder econômico, religioso e político e, em casos extremos, ligações a práticas autoritárias ou violência. Acadêmicos e organizações alertam para a necessidade de vigilância democrática sem estigmatizar crentes individualmente. (Oxford Research Encyclopedia)

 

Leituras complementares

  • Garrard, V. (2020). Hidden in Plain Sight: Dominion Theology, Spiritual Warfare and the Making of the Christian Right. Religions (artigo acadêmico). (MDPI)
  • Burity, J. (2021). “The Brazilian Conservative Wave…” (artigo no Scielo sobre o papel evangélico na política). (SciELO Brasil)
  • Oxford Research / Oxford Reference — verbete Christian Dominionism (síntese confiável). (Oxford Research Encyclopedia)
  • OUP / capítulos sobre Christian Reconstructionism (contexto teológico e histórico). (OUP Academic)
  • Artigos acadêmicos e ensaios de revistas brasileiras: PUC-SP, PUCRS (análises sobre “teologia do domínio” no Brasil). (Revistas PUC-SP)
  • Wikipedia — artigo “Dominion theology” (boa visão geral e referências). (Wikipedia)
  • Political Research / “Dominionism Rising” (análise política e exemplos de ativismo). (politicalresearch.org)
  • MDPI — artigo acadêmico sobre o fenômeno e suas implicações. (MDPI)
  • Scielo/Papers acadêmicos sobre evangélicos e política no Brasil. (SciELO Brasil)
  • Estudos e relatórios universitários (PUC, PUCRS) que discutem o conceito no contexto brasileiro. (Revistas PUC-SP)