23 de out. de 2026

desigualdes

 

Vamos pensar juntos sobre alguns dados de um município similar à maioria das unidades federativas básicas do Brasil: Magalhães de Almeida (MA).


A população é de 13.807 moradores, metade mora na sede e a outra metade em distritos e povoados na zona rural.


Por faixa de idade, 3.257 habitantes têm menos de 14 anos, 1.251 entre 14 e 18, 7.528 entre 18 e 50 e 1.837 mais de 50 anos. 


Em cada 100 moradores, 58 vivem com até meio salário-mínimo por mês, para cada pessoa da casa.


São 2.595 os beneficiários do Bolsa Família.


Na sede, 3.764 pessoas têm entre 18 e 50 anos.


E 1.843 são servidores públicos ou empregados com carteira assinada. 


Além de poucas empresas rurais que trabalham com soja, funcionam minimercados, mercearias e pequenos comércios.


Na hipótese de 2.000 moradores aprenderem algumas profissões, como teriam carteira assinada? Em quais atividades iriam trabalhar? Como poderiam abrir o próprio negócio? 


É óbvio que apenas curso não cria vaga. Para ter emprego, é preciso existir mercado, empresa que contrate e gente que compre.


Para começar um negócio próprio é necessário que a economia seja dinâmica e não estagnada.


Dessa forma, podemos concluir que, mesmo com programas sociais, parte da população pobre, preta e periférica continuará precisando de apoio para garantir o sustento não apenas por 2 anos, não apenas no Brasil nas no mundo.


A propósito, a chamada “teoria da prosperidade” vende a ideia de que todos podem vencer como empreendedores, mas ignora limites reais do mercado.




 Nem todos têm perfil ou condições para empreender, e muitos ficam sem proteção social. Casos de sucesso são exceções. 




Sem políticas públicas, educação e segurança econômica, a promessa do sucesso individual pode gerar frustração e ampliar a vulnerabilidade social.






Saiba mais:


https://bernardocarvalho.substack.com/p/prosperidade-sem-rede-estado-minimo

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