26 de abr. de 2024

"A escravidão é sempre um erro"

 "A escravidão é sempre um erro"


"Não tenho, portanto, medo de que o presente volume não encontre o acolhimento que eu espero por parte de um número bastante considerável de compatriotas meus, a saber: os que sentem a dor do escravo como se fora a própria, e ainda mais, como parte de uma dor maior – a do Brasil, ultrajado e humilhado; os que têm a altivez de pensar – e a coragem de aceitar as consequências desse pensamento – que a pátria, como mãe, quando não existe para os mais dignos; aqueles para quem a escravidão, degradação sistemática da natureza humana por interesses mercenários e egoístas, se não é infamante para o homem educado e feliz que a inflige, não pode sê-lo para o ente desfigurado e oprimido que a sofre; por fim, os que conhecem as influências sobre o nosso país daquela instituição no passado e, no presente, o seu custo ruinoso, e preveem os efeitos da sua continuação indefinida."


Joaquim Nabuco

(O abolicionismo, 1883)



CARGA TRIBUTÁRIA

Segundo a Receita Federal, a carga tributária média dos países da OCDE, em 2020, estava em de 33,5% do PIB, enquanto a brasileira era de 30,9% do PIB.


25 de abr. de 2024

TOLERÂNCIA

TOLERÂNCIA

 

“Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo.”

(Evelyn Beatrice Hall, e atribuída a Voltaire)

 

“Devemos, então, reservar, em nome da tolerância, o direito de não tolerar o intolerante, exigir que qualquer movimento que pregue a intolerância fique à margem da lei e qualquer incitação à intolerância e à perseguição seja considerada criminosa, da mesma forma que incitação ao homicídio, sequestro de crianças ou tráfico de escravos.”

(Evelyn Beatrice Hall) 

 

“A tolerância ilimitada leva ao desaparecimento da tolerância. Se estendermos a tolerância ilimitada mesmo aos intolerantes, e se não estivermos preparados para defender a sociedade tolerante do assalto da intolerância, então, os tolerantes serão destruídos e a tolerância com eles.”

(Karl Popper)

22 de abr. de 2024

Negócios de Impacto Social - NIS

 

FINANCIAMENTO DE NEGÓCIOS COM IMPACTO SOCIAL NO BRASIL

Edivan Batista Junior

Digitalpub 2024

 

A referência internacional mais relevante sobre a ideia inicial de Negócios de Impacto Social (NIS) consiste nos empréstimos de US$ 0,62 a cada uma das 42 artesãs que fabricavam tamboretes, concedidos em 1976, em Bangladesh, pelo professor de economia Muhammad Yunus, para compra de bambu, libertando-as de agiotas que exploravam essas mulheres em situação de vulnerabilidade

 

Pobres são plenamente equipados com habilidades e inteligência para se libertarem da pobreza, desde que tenham oportunidade.

 

A pobreza não é criada pelas pessoas pobres

 

O Brasil, em 2018, contabilizou 1.002 NIS cadastrados nas 6 áreas impactadas: tecnologias verdes, cidadania, educação, saúde, serviços financeiros e cidades

 

Os NIS têm como propósito e intenção a redução da pobreza e a solução de problemas sociais.

 

São modelos de negócios que buscam retornos financeiros e ao mesmo tempo benefícios sociais e ou ambientais em que a intencionalidade é vista como diferencial importante

 

ARTEMISIA, criada em 2005, conceitua NIS como ‘empresas que oferecem de forma intencional, soluções escaláveis para problemas sociais da população de baixa renda”

 

Características:

  1. Foco na baixa renda
  2. Intencionalidade
  3. Potencial de escala
  4. Rentabilidade
  5. Impacto social direto
  6. Distribuição ou não de dividendos (não é critério que define NIS)

 

O relatório global Impact Investing Network apresentou mais de 1.340 organizações gerindo aproximadamente US$ 502 bilhões

 

A indicação foi de que o dinheiro para financiar NIS é oriundo de empréstimos

 

Para que se eleve o volume de financiamento de NIS é necessário reduzir os custos envolvidos para financiar:

  • Formalização dos negócios para reduzir risco e custo
  • Aumentar a participação dos demais atores do ecossistema
  • Aumentar nível de informação do empreendedor
  • Formatar linhas específica para NIS
  • Reduzir custo das operações
  • Flexibilização das linhas
  • Simplificação das linhas
  • Capacitação de atores do ecossistema

 

Ao avaliar os financiamentos para NIS no Brasil, identificam-se oportunidades de novas pesquisas que agreguem conhecimento à área e sugere-se a realização de outros estudos

 

Este livro também buscou apresentar a relevância do tema de financiamento para NIS no Brasil e contribuir para a multiplicação e o envolvimento de todos os atores que atuam neste campo, bem como reforçar a bandeira dos NIS no país

 

Referência:

YUNUS, M. Criando um negócio social. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010

21 de abr. de 2024

O LEGISLADOR CHANTAGISTA

artigo da jornalista Juliana Diniz, publicado no Jornal O POVO, em 19-04-2024:



A tarefa de legislar é uma das mais desafiadoras da República e envolve uma grande responsabilidade democrática. É um trabalho que exige capacidade de compreender os anseios dos diferentes grupos sociais representados no parlamento; exige também disposição para a construção de consensos assim como uma permanente abertura ao influxo transformador do tempo. A lei, assim como todas as manifestações de uma cultura, não é estática, nosso senso do que pode ser tolerado amadurece com a mudança dos comportamentos e sensibilidades.

No modelo político que temos construído desde o fim das monarquias absolutistas, o Poder Legislativo ocupa uma posição especial, porque é considerado o braço estatal mais próximo do soberano, o povo. Os revolucionários que cortaram a cabeça dos reis tinham desconfianças dos juízes, a quem quiseram restringir, e buscaram prever rigorosamente os possíveis abusos dos titulares do poder executivo, neutralizando-os com controles externos. Governantes e julgadores só podem fazer o que a lei os permite, considerada a lei a voz legítima do verdadeiro titular da autoridade.

Essa digressão serve para lembrar o leitor de que não se deve legislar como quem joga cartas, apostando no tudo ou nada. Leis ruins impactam a vida das pessoas, desnaturam instituições, tornam o Direito débil, porque difícil de ser observado. Toda a estrutura sofre, corrompida a partir de seu alicerce. Um Legislativo irresponsável é causa e consequência de uma democracia frágil, e essa dificuldade deve inspirar em nós muita cautela e disposição de cobrança em face de parlamentares chantagistas.

A chantagem está às vistas de todos, e eu não saberia precisar se o chantageado é o Judiciário, o Executivo ou cada um de nós, os eleitores. Nossos senadores e deputados, em sua maioria, estão em pé de guerra com o Supremo Tribunal Federal, que consideram exorbitante em seu papel de guardião das leis. Indispostos com o dever de cumprir decisões judiciais por vezes necessárias e bem fundamentadas e incomodados por juízes não raro voluntaristas, decidiram elaborar leis com o objetivo de "mandar mensagens ao Supremo".

As leis são escolhidas a dedo para esse fim: aquelas que impactem a opinião pública, gerem pautas atrativas à mídia, atiçando o punitivismo que dorme no coração de muitos brasileiros. Cito o exemplo da PEC, aprovada nos últimos dias no Senado Federal, que busca criminalizar o porte para consumo de toda e qualquer quantidade de substância ilícita. Uma medida que faz pouco sentido em termos de política de combate ao tráfico e de política carcerária e que servirá para alimentar os presídios de corpos úteis à estrutura do crime organizado. Corpos bem marcados socialmente em termos de classe e raça, diga-se.

A mudança, se aprovada, será um pesadelo para o Poder Judiciário e para a polícia, e canalizará uma energia que poderia ser útil para resolver o problema do narcotráfico que nos assola. Ela nos levará a nos perguntar: afinal, que condutas são graves o suficiente para levar alguém ao cárcere? O que alimenta a saúde do tráfico, afinal, é o uso recreativo de algumas substâncias ou a persistência da sua proibição?

https://mais.opovo.com.br/colunistas/juliana-diniz/2024/04/19/o-legislador-chantagista.html

6 de abr. de 2024

USO INDEVIDO DE CELULARES

Além de o mundo voltar a temer guerra nuclear, outro enorme perigo é o uso demasiado, indevido e inútil do aparelho celular, tendo em vista:

a)    Riscos de vida (atravessar a rua ou caminhar usando o equipamento);

b)    Fraudes e golpes;

c)     Adoecimento tech neck” (pescoço tecnológico);

d)    Problemas ortopédicos por má postura;

e)    Pressão demasiada à coluna cervical, ao inclinar o pescoço para mexer em celular;

f)      Dores nos ombros, nas mãos e nos punhos;

g)    Perturbação do sono;

h)    Alteração comportamental (sensação das pessoas estarem sempre disponíveis);

i)       Importunação pelo deseducado e desrespeitoso uso de áudio em “viva voz” e ou “2x”;

j)       Passar o tempo inteiro com olhos pregados no celular, sem dar atenção a ninguém, nem se concentrar em algo útil, instrutivo, relaxante, agradável, saudável;

k)     Baixa produtividade em atividades produtivas;

l)       Isolamento e distanciamento entre pessoas;

m)   Desperdício de tempo;

n)    Famílias que perderam filhos por suicídio e overdose processam redes sociais;

o)    Emburrecimento de grande parte da população;

p)    Propagação de “verdades” absolutas que ignoram as ciências;

q)     Picaretas (patrocinados!) dizem e fazem enormes besteiras;

r)      Absurda quantidade de imbecis seguidores de “influencer” embusteiros.

 

Também é preocupante e temerário o futuro de crianças assistindo canais que:

a)     estimulam consumismo, violência, desrespeito e desobediência aos pais, bem como sensualidade precoce, exposição indevida e agressiva;

b)     focam na venda de "produtos" totalmente inadequados, inúteis e desnecessários;

c)     deformam o caráter;

d)     não têm conteúdo útil, instrutivo, recreativo, divertido, cultural;

e)     ensinam a roubar, mentir e "trolar";

f)       destroem o que escolas tentam construir durante anos;

g)     jogam no lixo o árduo investimento financeiro sacrificado dos pais;

h)     são produzidos, dirigidos e atuados por ignorantes, irresponsáveis, analfabetos, sem escrúpulos, fúteis, prejudiciais à sociedade.

 

É importante desligar o celular duas horas antes de dormir, não levar o aparelho para a cama e usá-lo da mesma forma que utilizamos vaso sanitário (2 ou 3 vezes ao dia: se e quando necessário), pois “a vida real deve ser prioridade, a conectividade não deve nos aprisionar e temos o direito de desconectar”.

4 de abr. de 2024

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

 Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E enfim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Luís Vaz de Camões

https://ensina.rtp.pt/artigo/mudam-se-os-tempos-mudam-se-as-vontades-de-luis-de-camoes/

27 de mar. de 2024

CONFLITO SEM FIM

Dúvida Ingênua ou Pragmatismo do Bem: 

Será que, se a parte norte do território for ocupada somente por Judeus (22.000 km²) e a parte sul apenas por Palestinos (6.000 km²), realocando seus 9 e 5 milhões de habitantes, seria possível a coexistência pacífica entre os dois povos? 

Ajudaria também se Jerusalém fosse transformada em uma Cidade-Estado similar ao Vaticano?

 Ainda existe a ONU?

26 de mar. de 2024

REELEIÇÃO

Que seja aprovado o fim da reeleição, para todos os cargos eletivos, nos 3 níveis!

Mas, além de todo os mandatos passarem a ser de 5 (cinco) anos, com eleições anuais (1º ano: Vereadores e Deputados Estaduais/Distritais; 2º ano: Prefeitos; 3º ano: Deputados Federais; 4º ano: Governadores e Senadores; e 5º ano: Presidente da República), são inadiáveis e inevitáveis outras alterações:

  1. Voto Distrital Misto, Revogação, Veto Popular, Consultas Populares, Plebiscitos e Referendos;
  2.  Estatutos de Partidos Políticos explicitarem, de forma clara e objetiva, diretrizes e regras sobre fidelidade partidária, formação política mínima obrigatória, instrumentos de transparência e garantia de efetiva participação de filiados em decisões partidárias;
  3. Estabelecer o período mínimo de 5 (cinco) anos de domicílio eleitoral e filiação partidária para concorrer a cargo eletivo, mediante obrigatória escolha em votação interna por filiados;
  4. Não permitir registro de candidatura de policiais (civis, militares, bombeiros), integrantes das forças armadas, delegados, juízes, promotores, desembargadores e procuradores, a qualquer cargo eletivo, nem atuação em política partidária;
  5. Apresentação, no ato de registro de candidatura ao Executivo, de Programa de Metas, com prioridades, ações estratégicas, indicadores quantitativos e orçamentos estimativos (similar ao Artigo 69-A da Lei Orgânica do Município de São Paulo, Emenda nº 30);
  6. Divulgação de propostas de candidatos em Rádio e TV exclusivamente com gravação em estúdio, sem uso de imagens externas nem produção por agências de publicidade;
  7.  Vedação do uso de carros de som, cavaletes, bandeiras e carreatas em atividades de propaganda eleitoral, bem como o pagamento a ativistas;
  8. Abolir emendas parlamentares e de bancadas aos Orçamentos da União, dos Estados e Municípios;
  9. No Legislativo, cargos administrativos, de assessoria e consultoria serem ocupados exclusivamente por servidores concursados, do quadro efetivo, permanente;
  10. Subsídios de Deputados Estaduais e Distritais limitados a, no máximo, 50% do estabelecido para Deputados Federais (§2º do Art. 27 da CF);
  11. Subsídios de Vereadores limitados aos seguintes percentuais máximos sobre os subsídios dos Deputados Estaduais, respeitados os tetos de 0,5% da receita corrente líquida do município e 50% do repasse à Câmara Municipal, prevalecendo o menor dos três parâmetros:

a)      até dez mil habitantes: 10%;

b)      de dez mil e um a cinquenta mil habitantes: 15%;

c)      de cinquenta mil e um a cem mil habitantes: 20%;

d)      de cem mil e um a duzentos mil habitantes: 25%;

e)      de duzentos mil e um a trezentos mil habitantes: 30%;

f)        de trezentos mil e um a quinhentos mil habitantes: 35%;

g)      acima de quinhentos mil habitantes: 40%.

29 de fev. de 2024

É justo toda a sociedade pagar para cobrir os impostos que igrejas deixam de pagar ?

ENTIDADES religiosas têm benefícios tributários


Érico Firmo, Jornal O POVO, 27 de Fev de 2024


Entidades religiosas no Brasil não pagam impostos diretos. São isentas de Imposto de Renda e IPTU. Nem IPVA é pago por veículos de propriedade das igrejas, terreiros de Umbanda ou Candomblé, centros espíritas, sinagogas, mesquitas e outros. Na reforma tributária, o benefício foi ampliado para organizações assistenciais e beneficentes ligadas às instituições religiosas.


No último ano de governo Jair Bolsonaro (PL), às vésperas da campanha de reeleição em que ele acabou derrotado, ato da Receita Federal dispensou as igrejas e demais entidades religiosas de recolher contribuições previdenciárias sobre um tipo especial de remuneração chamada prebenda, paga a padres, pastores e outros líderes religiosos. A medida, além de dispensar os clérigos e afins de contribuir com a Previdência, livrou as igrejas de dívidas milionárias.

No governo Lula (PT), o ato foi anulado e causou enorme grita, acusações de perseguição religiosa e como se fosse um grande retrocesso, mesmo a medida tendo sido adotada apenas no último ano de governo Bolsonaro, na iminência da reeleição, e não tendo vigorado durante praticamente toda a história previdenciária brasileira. Agora querem convencer de que retirar privilégio tão recente é um grande absurdo.

Nesta terça-feira, comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou proposta de emenda à Constituição (PEC) para ampliar os benefícios. As igrejas passariam a ser isentas também de impostos indiretos. Por exemplo, a tributação que incide sobre material de construção comprado para uma obra passará a ser isenta, pela PEC.

Até conta de energia poderá ser barateada, também com a isenção dos impostos que sobre ela incide. O impacto do apanágio giraria na casa de R$ 1 bilhão ao ano.

A questão não é se igrejas devem ou não pagar tais impostos. Dizer que elas podem deixar de pagar é cômodo. Por mim, eu também não pagaria. A questão é que esse bilhão anual terá de sair de alguma parte. E na hora de se oferecer para custear o rombo a coisa enrosca. O ponto fundamental é: o conjunto da população deve pagar para cobrir os impostos das igrejas e afins?

Entidades religiosas movimentam dinheiro. Algumas movimentam muito dinheiro. A imunidade tributária as torna atraentes inclusive para lavagem de dinheiro. No ano passado, um integrante do alto comando da facção criminosa PCC foi acusado de abrir sete igrejas para lavar R$ 23 milhões de dinheiro do tráfico de drogas.

Não são poucas as organizações religiosas em condições de mobilizar seus fiéis para pagar os impostos e muito mais. A quase totalidade já vive deles. Cada um custeie a sua igreja ou entidade. Por que o conjunto da sociedade haveria de pagar por todas?

Sem isenção para igreja-partido

Uma sugestão, que não será aceita, para incluir na PEC: igreja que se mete a fazer campanha política, eleger deputado, vereador, senador, prefeito, governador, presidente, deveria perder o benefício fiscal.

Partidos políticos também têm benefícios tributários, o que é igualmente bastante questionável. Cada um que busque apoio e adesão social para se manter, ora mais. Já têm dinheiro do Fundo Partidário a valer. Porém, convenhamos, cada um na sua. Nem igreja deve fazer política partidária nem partido deve fazer proselitismo, inclusive religioso. Mas as coisas andam bem misturadas.

https://mais.opovo.com.br/colunistas/erico-firmo/2024/02/27/o-privilegio-das-igrejas-de-nao-pagar-impostos.html

28 de fev. de 2024

FUTEBOL OU BARBÁRIE?

Além de medidas profiláticas (cadastro biométrico facial integrado a diversos bancos de dados, planejamento, organização e eficácia de ações de forças de segurança no raio de 5 km do local de jogos), clubes devem ser responsabilizados pelo patrocínio (viagens e ingressos) de bandidos e malfeitores travestidos de “torcedores”.

Sugerimos alternativa pedagógica progressiva:

1)     Proibir público em estádios por 3 anos;

2)     No triênio seguinte, permitir a presença de apenas uma torcida;

3)     A partir do sétimo ano, limitar a 10% da capacidade do estádio (arena?!) o número de torcedores de cada time, com evolução gradativa do percentual conforme a avaliação das medidas implementadas.

27 de fev. de 2024

A NATUREZA É INOCENTE

 

As chuvas e cheias de rios não são culpadas por mortes, destruições e prejuízos. 

Essas tragédias ocorrem por incompetência, irresponsabilidade, ineficiência, ineficácia, omissão, falta de planejamento e efetividade das ações de governos municipais, pois: 

  • São coniventes com ocupações em áreas de risco; 
  • Não implementam políticas urbana, ambiental e de habitação popular;
  • Não atuam na prevenção, drenagem, coleta e destinação corretas de resíduos sólidos;
  • Não se interessam por saneamento básico.

26 de jan. de 2024

direção defensiva

De acordo com o Manual de Direção Defensiva do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), direção defensiva é:

“A forma de dirigir, que permite a você reconhecer antecipadamente as situações de perigo e prever o que pode acontecer com você, seus acompanhantes, com o seu veículo e com os outros usuários da via”.

E, mais do que isso: a direção defensiva também permite que você, enquanto motorista, tome decisões que protejam os ocupantes do veículo e os demais usuários da via.

Em outras palavras, portanto, a direção defensiva pode ser caracterizada como práticas conscientes no trânsito, capazes de aumentar a segurança e reduzir o número de ocorrências graves nas estradas. 

No total, a direção defensiva é dividida em 5 pilares diferentes:

  • Conhecimento;
  • Atenção;
  • Previsão;
  • Habilidade;
  • Ação.

Logo abaixo você conhecerá com mais detalhes cada um deles e, além disso, descobrirá como aplicá-los no seu dia a dia nas estradas!

Pilar 1: Conhecimento

Como o próprio nome sugere, esse pilar da direção defensiva se refere ao domínio das principais informações de segurança no trânsito. Alguns exemplos são:

  • Dominar as leis de trânsito;
  • Conhecer o veículo que você está pilotando;
  • Saber utilizar os equipamentos de transporte;
  • Saber reconhecer as situações perigosas de uma via;
  • Entender como as condições do tempo podem influenciar a condução. 

Pilar 2: Atenção

O pilar 2, por sua vez, diz respeito à atenção permanente que você, enquanto condutor, precisa ter a todo o momento enquanto está conduzindo um veículo. Essa atenção é fundamental também tanto sobre a via em si quanto sobre as condições do veículo.  

De uma forma geral, significa que é essencial que o motorista esteja em estado de alerta constante para todas as possíveis situações que possam interferir na sua segurança e na segurança das outras pessoas que estão passando na via.

Pilar 3: Previsão

Capacidade de antever e, por consequência, evitar situações de risco. É assim que podemos definir o terceiro pilar da direção defensiva, conhecido como pilar da previsão. 

Um exemplo clássico é quando o motorista está passando em uma rua e percebe uma movimentação de crianças jogando bola ou até mesmo quando existem ciclistas na via. Em ambos os casos é essencial ativar o pilar da previsão, bem como os dois pilares anteriores. 

Pilar 4: Habilidade

O quarto pilar da direção defensiva é a habilidade. Em outras palavras, a capacidade e a experiência dos motoristas quando o assunto é dirigir o veículo da maneira correta, executando as manobras necessárias para garantir a segurança dele e dos demais. 

Pilar 5: Ação

Para finalizar, o quinto e último pilar a direção defensiva é o pilar da ação, que se trata da preparação prévia dos condutores para colocar em prática as manobras que forem necessárias para contornar situações de perigo e, consequentemente, evitar acidentes. 

Esses, portanto, são os 5 pilares da direção defensiva. Agora que você já conhece todos eles, queremos saber: você tem o costume de colocá-los todos em prática no seu dia a dia? Aproveite para compartilhar o conteúdo com outros colegas que também pegam estrada com frequência. 


https://framento.com.br/motorista-conheca-os-5-pilares-da-direcao-defensiva-e-saiba-como-aplica-los-no-dia-a-dia/






22 de jan. de 2024

A NATUREZA NÃO É UM PROBLEMA, MAS A SOLUÇÃO

Não culpemos a natureza pelo sofrimento do povo pobre periférico nesses alagamentos e deslizamentos no Brasil (que se repetem há muitos anos). 


A responsabilidade é dos municípios, por:

  1. incúria, 
  2. falta de planejamento, 
  3. incompetência,
  4. inação, omissão e coninvência quanto a ocupações em áreas de risco, 
  5. ausência de drenagem, 
  6. não realização de coleta seletiva de resíduos sólidos etc. 






11 de jan. de 2024

LITORAL NORDESTINO

 Sugerimos a produção de um vídeo sobre a faixa de até 50 quilômetros do litoral da região nordeste, com informações atualizadas sobre economia, povo, atrativos turísticos, aspectos culturais, vegetação, serviços, acessos, dados demográficos, estatísticos, históricos, curiosidades etc e ampla divulgação aos brasileiros.


O BEM E O MAL

“Não basta não fazer o mal; é preciso também fazer o bem. Se apenas sois um homem de bem, não tereis cumprido senão a metade do vosso dever. Sois um átomo imperceptível desta grande máquina que se chama mundo, onde nada deve ser inútil”

(Allan Kardec – Revista Espírita, Janeiro, 1858, A Doutrina Espírita)


18 de dez. de 2023

TRANSNORDESTINA

 

TRANSNORDESTINA

O racional e eficaz seria ter iniciado as obras em Pecém porque reduziria o tráfego de cargas rodoviárias à medida que trechos ficassem prontos.

Do total de 1.945 km, temos:

·        517 km executados (sem nenhuma serventia): Simões-Salgueiro 227, Salgueiro-Missão Velha 114, Salgueiro-Custódia 176;

·        671 km em execução: Eliseu Martins-Simões 410, Missão Velha-Piquet Carneiro 261;

·        607 km em contratação: Piquet Carneiro-Pecém 356, Custódia-Belém de Maria 251;

·        150 km em revisão de projetos e licenciamento: Belém de Maria-Suape.

   Faltou planejamento, coerência, ótica de impacto positivo para a economia e população etc.

20 de nov. de 2023

4 MEDIDAS CONTRA O CRIME ORGANIZADO

 


4 MEDIDAS CONTRA O CRIME ORGANIZADO

Por Walfrido Warde e Benedito Mariano

Um narcoestado é submisso a organizações criminosas dedicadas ao tráfico de drogas, as quais, a partir dele e de seus proveitos, infiltram-se nos mercados e nos governos de modo tentacular, pelo que não mais se distinguem as atividades lícitas das ilícitas.

Nos narcoestados, o dinheiro e a influência dos traficantes extravasam as organizações criminosas e lhes provêm poder sobre empresas legítimas, governos, administração pública e instituições. Esse domínio transforma o estado em um instrumento do crime, um fantoche a seu serviço. Afugenta investimentos, aprofunda desigualdades, escala a violência e a barbárie e estigmatiza o país e o povo, apartando-os do mundo civilizado.

O Brasil não é um narcoestado, mas é assustador o crescimento das milícias e organizações criminosas no país. É urgente uma política nacional de combate a essas organizações, que se estruturam e operam à moda das máfias. 4 medidas são absolutamente essenciais.

A 1ª é reinstituir o financiamento empresarial de campanha, proscrito pela decisão do Supremo Tribunal Federal. A corte estava certa. O modo como as empresas financiavam as campanhas eleitorais lhes conferia uma influência indevida sobre os governos. Mas, se era ruim quando as empresas financiavam a política, ficou ainda pior quando as organizações criminosas passaram a fazê-lo. Era bem possível regrar as doações de campanha para limitar a influência empresarial. Em vez disso, as substituímos pelo financiamento público, que, como se tem notícia, vem sendo complementado por dinheiro do crime.

O banimento das doações empresariais de campanha ofereceu às organizações criminosas uma oportunidade para ocupar o lugar do grande capital na interação com governos. Não à toa, muitos estudos e a fala de autoridades dão conta de que o crime passou a financiar e organizar empresas com o fim de contratar com a administração pública. O crime financiaria candidatos que, uma vez eleitos, ajudariam essas empresas a contratar serviços e produtos com o estado. Assim, além do comércio de drogas e outros ilícitos, as organizações criminosas avançam como contraparte nos contratos com a administração.

E é aí que se apresenta uma 2ª medida igualmente urgente: a criação de um compliance antimáfia aplicável a toda a administração pública e àqueles que com ela queiram contratar, cuja finalidade seja impedir que o estado contrate com o crime. As empresas que querem contratar com o estado devem demonstrar que na sua linha de controle não há qualquer pessoa associada direta ou indiretamente a organizações criminosas. Essas empresas também não podem ser financiadas pelo crime. Quem financia manda. A influência é em si um benefício, e não é tolerável que o estado proveja benefícios ao crime.

A criação de uma força tarefa nacional permanente antimáfia se soma a tudo isso, como 3ª medida. Essa força tarefa deve possuir um caráter multidisciplinar de combate ao crime organizado, sob o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, sendo capaz de expurgar o submundo do seio da sociedade brasileira, mas também das entranhas do estado.

Para tanto, é preciso recrutar policiais federais e estaduais, treiná-los e aparelhá-los para investigar as estruturas de comando do crime organizado. Devem atuar na coleta de informações, provendo elementos de prova a promotores treinados e especializados capazes de levar casos a magistrados igualmente dedicados a lhes dar solução com rapidez, sempre com respeito ao devido processo legal, às garantias constitucionais e à estrita legalidade.

Uma força tarefa permanente, moderna e eficaz, composta por Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, polícias estaduais, Receita Federal, com apoio das Forças Armadas e dos ministérios públicos federal e estaduais, é instrumento fundamental para o enfrentamento as organizações criminosas. A repressão deve se lançar contra as estruturas de comando do crime organizado, o que se estabelece sob a primazia de uma estratégia calcada na produção de inteligência policial.

Como 4ª medida, deve ser implantada uma política nacional de segurança pública que contemple um modelo de policiamento de proximidade nas periferias. Ações policiais de interação com a coletividade e o estabelecimento de vínculos de confiança são mais eficazes do que incursões sistemáticas que vitimam a juventude pobre e negra.

A violência promovida pelo estado não enfraquece as organizações criminosas, apenas as fortalece. O policiamento de proximidade rompe a lógica puramente repressiva, pautando-se pela prevenção das dinâmicas sociais e territoriais que contribuem para o surgimento da violência.

Se colocarmos em prática essas 4 medidas, avançaremos muito no enfrentamento ao crescimento das organizações criminosas, que solapa o Estado Democrático de Direito e a própria democracia.


O artigo “4 medidas contra o crime organizado” foi publicado originalmente no site Poder 360.

 

https://iree.org.br/4-medidas-contra-o-crime-organizado/