A poluição sonora em
Fortaleza tornou-se um problema grave e cotidiano. Automóveis e motocicletas
com escapamentos adulterados ou inexistentes, além de equipamentos de som em
volume excessivo, circulam livremente pelas ruas, sem fiscalização efetiva.
O resultado é um
ambiente urbano marcado pelo barulho constante, que compromete o descanso, o
sono e a saúde da população — especialmente de idosos, crianças e pessoas com
transtorno do espectro autista.
Apesar da gravidade da
situação, a sensação é de que autoridades e órgãos responsáveis vivem isolados
da realidade, alheios ao impacto que o excesso de ruído causa na vida dos
cidadãos.
O Código de Trânsito
Brasileiro (artigo 230, incisos VII e XI) prevê penalidades claras para
veículos em condições irregulares, incluindo multas, recolhimento do veículo e
suspensão da CNH.
No entanto, não se
percebe a aplicação dessas medidas.
A Prefeitura de
Fortaleza dispõe de estrutura administrativa, equipamentos e pessoal capazes de
enfrentar o problema. O que falta é ação efetiva, fiscalização contínua e
compromisso com a qualidade de vida da população.
Não sei onde moram as
autoridades de Fortaleza, mas parece que em alguma redoma muito protegida de
barulho. Parece que são surdos ou fazem de conta
que o problema não existe.
O silêncio não é luxo:
é direito.
Edivan Batista
Carvalho
Centro – Fortaleza (CE)